[imagem: Orquestra Cidade da Arte]
“Porque a cabeça da gente é uma só,
e as coisas que há e que estão para haver
são demais de muitas, muito maiores diferentes,
e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça para o total.”
(Guimarães Rosa)
.
.
.
O tempo do show é curto para o encantamento da platéia. É sim pequeno, rápido, fulgáz. Ouvir tocar o mundo precisaria de mais tempo, um espaço mais amplo e menos fumaça cênica rss. Mas não são essas coisas telúricas que fazem a relatividade do tempo ser pequena nesse caso. É o que está invisível ligando aquelas pessoas a uma história de duas décadas de trabalho e bastante sonho.
Falo da orquestra Cidade da Arte, que faz parte do projeto de mesmo nome, da Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga (AGUA). Falo da potência criadora e criativa de um grupo de jovens, nos idos anos 90, que aventurou-se entre as burocracias e glórias que os trabalhos sociais exigem, diariamente.
O trabalho da AGUA não poderá ser mensurado nunca. Nem da AGUA e nem de nenhuma outra instituição (de verdade) que trabalha com educação, arte e sentimento. Como quantificar ou qualificar um trabalho de construção do ser humano quando é no interior desse ser (humano) que acontecem (em profundidades desconhecidas) as transformações do sentimento?
A orquestra Cidade da Arte e seu trabalho “Músicas do Mundo” me diz muito mais sobre o trabalho da AGUA - em sua essência - do que sobre qualquer coisa como fazer artístico etcétera e tal. Não me detenho sobre o conceito de arte, nem de belo, nem. Não entendo a linguagem feroz da critica especializada, rss. Me detém o afeto, a construção da individualidade como fortalecedora da coletividade, o que éramos e o que somos nós de Guaramiranga.
Me emocionei bastante durante o show dos meninos, é fato. Porque vi a AGUA grande, desprezando as fronteiras impostas que separam as pessoas. Uma instituição que não cabe mais em si e, por isso, transborda buscando o mundo! Isso não é construído de uma hora para outra. Requer sensibilidade, trabalho, reflexões e um “let it be” de vez em quando, rss. Sua colheita nesses 20 anos , sinto, é ser solo fértil para semear esses seres do kosmos que transitam ente o interno e o externo fazendo do “estar-junto” sua força criadora para tornar o mundo um lugar melhor para si e para o outro.
(*termo grego para mundo.)
“Porque a cabeça da gente é uma só,
e as coisas que há e que estão para haver
são demais de muitas, muito maiores diferentes,
e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça para o total.”
(Guimarães Rosa)
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O tempo do show é curto para o encantamento da platéia. É sim pequeno, rápido, fulgáz. Ouvir tocar o mundo precisaria de mais tempo, um espaço mais amplo e menos fumaça cênica rss. Mas não são essas coisas telúricas que fazem a relatividade do tempo ser pequena nesse caso. É o que está invisível ligando aquelas pessoas a uma história de duas décadas de trabalho e bastante sonho.
Falo da orquestra Cidade da Arte, que faz parte do projeto de mesmo nome, da Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga (AGUA). Falo da potência criadora e criativa de um grupo de jovens, nos idos anos 90, que aventurou-se entre as burocracias e glórias que os trabalhos sociais exigem, diariamente.
O trabalho da AGUA não poderá ser mensurado nunca. Nem da AGUA e nem de nenhuma outra instituição (de verdade) que trabalha com educação, arte e sentimento. Como quantificar ou qualificar um trabalho de construção do ser humano quando é no interior desse ser (humano) que acontecem (em profundidades desconhecidas) as transformações do sentimento?
A orquestra Cidade da Arte e seu trabalho “Músicas do Mundo” me diz muito mais sobre o trabalho da AGUA - em sua essência - do que sobre qualquer coisa como fazer artístico etcétera e tal. Não me detenho sobre o conceito de arte, nem de belo, nem. Não entendo a linguagem feroz da critica especializada, rss. Me detém o afeto, a construção da individualidade como fortalecedora da coletividade, o que éramos e o que somos nós de Guaramiranga.
Me emocionei bastante durante o show dos meninos, é fato. Porque vi a AGUA grande, desprezando as fronteiras impostas que separam as pessoas. Uma instituição que não cabe mais em si e, por isso, transborda buscando o mundo! Isso não é construído de uma hora para outra. Requer sensibilidade, trabalho, reflexões e um “let it be” de vez em quando, rss. Sua colheita nesses 20 anos , sinto, é ser solo fértil para semear esses seres do kosmos que transitam ente o interno e o externo fazendo do “estar-junto” sua força criadora para tornar o mundo um lugar melhor para si e para o outro.
(*termo grego para mundo.)
3 comentários:
Lindo!ponto.
A arte quando vem ao lado de uma ideologia muito forte sempre é mil vezes mais bela. Que bom que existem no mundo motivos, projetos e pessoas aos quais a gente possa se orgulhar! :D
Beijos
Adorei o seu texto Aline, você mora no meu coração já a algum tempo. Colher os frutos no pomar e sentar na terra para saborear. A música precisa tocar o coração e e que bom que o seu foi foi tocado. Agradeço sua presença no espetáculo e o seu, um terno abraço daqueles que a gente dava no Mina de Voz.
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