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sábado, 19 de junho de 2010

."Na correnteza do viver"*.



"Olho para fora enquanto o trem dispara sobre os trilhos. Preciso ficar sempre atento. Ainda não anoiteceu, e alguns dizem que há castelos pelo caminho."
[Caio F.]
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Deitada no chão do seu quarto, olhando suas lembranças com bastante atenção. Recordando a longa conversa do dia anterior e tentando se localizar, encontrar um sentido, uma ordem e algumas certezas além daquela que fixara-se em seu pensamento: Ser uma pessoa nova! Uma nova pessoa sem anular nenhuma de suas vivências que a constituem. Mas, ser nova, no sentido de não permitir que algumas coisas, ainda hoje, a atinjam.

Ela está atenta. Alerta para suas sensações. Talvez por isso, ande tão consigo mesma, ouvindo as histórias dos outros, olhando esses "outros", recolhendo sentidos, catando sentimentos. Atenta ao "outro lado da janela", à paisagem que corre... Tem em mente sempre a mesma vontade de perguntar às pessoas e, obter uma resposta: Como é ser você?

Ela só sabe de si sabe? E, se o homem olhou um dia para o céu e quis saber o que havia para além daquele grande "teto", construindo satéletes e foguetes, ela se acha no direito de construir pontes, teias, laços, para saber a dimensão de ser o outro.

Pensa que, talvez sejamos mais parecidos uns com os outros do que podemos imaginar. Mas às vezes é exaustivo se perceber sozinha dentro de si, por que SER é misterioso, belo, um pouco solitário e fatalmente interessante, rss. Talvez, ainda, ela se permita demais à mil devaneios como esse e tantos outros. Quando pensa isso, sorrir para si mesma, balança a cabeça, passa os dedos entre os cabelos , escuta música, toma um café... E, mais uma vez prova para si que o prazer se encontra na simplicidade.

Ela anda muito inquieta e sempre atenta, concentrada na sua história, tentando encontrar os links, os laços, o lugar certo para cada emoção e para cada "papel" que possui como todo e qualquer ser humano. Não é fácil sabem? Mas, quem a conhece sabe o quanto gosta de desafios. Ela acredita na beleza do caminho, fecha os olhos e lança-se em pleno vôo guiada por seu coração. Na curiosidade em saber como é o outro, permite-se a saber, de verdade, como é "se ser".

E, acreditem, "se ser" é uma viagem maravilhosa e muito mais emocionante que construir foguetes; por que o Universo, o tempo todo, está IN.


[*Ceu, na canção "Bubuia"]

5 comentários:

Denise disse...

Adorei essa de "se ser". Na real, o mundo lá fora fica mais compreensível depois da paz interior. :D

glória disse...

Aline, você sempre mergulhadora desses mares que não têm fim. Escultora de sentimentos sem cara e sem tempo. belo!

Alyne disse...

Amei o seu texto...parabens pelo blog..kandu der da uma passadinha no meu blog e comenta o ultimo post por favor..
Seguindo segue tbm..
http://princesinha-aline.blogspot.com/

Nina disse...

... gosto sempre, tanto, de ler o que você escreve...

Aline Lima disse...

Denise: É essa a idéia, minha querida! ;D

Glória: Os mares que não tem fim pelo tempo! Bom demais você por aqui. 0/

Alyne: Seu blog é muito lindo tbm. Volta sempre!

Nina: Gosto sempre quando as pessoas que chegam até aqui significam, para si, minhas palavras.

À todas, forte abraço! \0/