Páginas

sexta-feira, 14 de maio de 2010

.Mosaicos.


[imagem: deviantart]

Michel Maffesoli, em seu artigo "A Comunicação Sem Fim (Teoria Pós-Moderna da Comunicação) traduz um pensamento que, ainda, não havia encontrado uma forma de externar: “A comunicação é cimento social.” Essa mediação que Chaplin em seu “Último Discurso” poeticamente nos esclarece quando diz: “A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem ... um apelo à fraternidade universal ... à união de todos nós.

Pensar a comunicação como cola, cimento social, é algo instigante. Encontrar uma ligação compartilhada entre informação e comunicação, pode parecer até óbvio demais, mas é genial, já que criou-se uma imagem de que os meios de comunicação não formam e nem informam seres pensantes.
Maffesoli quebra as correntes, e nos propõe seguir olhando tudo por um outro ângulo. Um ângulo onde receptores não são vítimas, mas protagonistas de suas relações que são suas escolhas. Inclusive e, fundamentalmente, na mídia. Sabemos o quando a opinião do telespectador influencia, por exemplo, nas novelas, nas pesquisas políticas que são notícias e na forma como cada dia mais, as pessoas precisam ser mostradas e reconhecer, a si próprios, no que vêem e escutam nos meios de comunicação.

“A partilha cotidiana e segmentada de emoções e de pequenos acontecimentos” é o que vai contar ao final. Observo isso no dia-a-dia das Escola de Comunicação da Serra,- ECOS -em Guaramiranga, quando seu programa TVECOS, exibido na praça às quartas-feiras e em horário nobre, faz as pessoas saírem de suas casas e abandonarem o Jornal Nacional ou a novela das oito. A relação vai além e é de ordem emocional. Por isso muito mais eficaz. Elas seguem para a praça porque se vêem, se escutam, se percebem. Não é somente informação, ou formação, mas uma necessidade humana de sermos alguém para nós e para o grupo social em que vivemos.

Vejo muito do que Maffesoli escreve no texto em questão, na prática desse projeto em Guaramiranga que acompanho desde sua implementação. “Estar em relação” em um mundo sensível, sendo alguém para sua tribo dentro do mosaico mundial. Gosto da forma como Maffesoli nos liberta da imagem do cárcere criado em torno da recepção.

.Aline Lima.

2 comentários:

Lolzinhah disse...

Que lindo ameei!*-*
*Blog Perfeito.
Sua visita é super bem vinda:
http://marcadorfluorescente.blogspot.com
(seguindo) =*

Aline Lima disse...

bom tê-la por aqui. =)