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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

.Carta ao mar.


[imagem: postal de fernanda meireles]

Acho o máximo quem afirma “está aqui à passeio”. Isso não se aplica à mim, de jeito nenhum! É uma trabalheira (muitas vezes prazerosa, mas trabalheira) organizar o que se sente e o que se pensa de uma forma equilibradamente harmoniosa. Muitos pesos, infinitas medidas. Encontrar o caminho do meio e um lugar de conforto entre o “aqui de dentro” e o “aqui de fora” é um grande mistério. Coisas pequenas e grandes, ainda, para falar. .Mas, no momento, meu lugar de conforto são os silêncios todos. Qualquer novidade, a sugestão é que sussurremos (pode ser ao ouvido, colado, íntimo e quase secreto, viu?). Não brinco com sentimentos por que isso não me diverte. Gosto das coisas claras, simples , palpáveis e possíveis de serem reais (não perco tempo com as "maias" alheias, me falta paciência sabe?). Ser dessa forma implica, por vezes, pagar preços altíssimos e dar muito a "cara pra bater", deve ser isso o que chamam de "coragem de ser". Mas lembro, "beibe", que não há coragem sem medo e, existem muitas surpresas pintando por aí, rss.

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