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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

.Destino e direção: uma interrogação.


[imagem: deviantart]

"Deixa o vento soprar, let it be"...
[Caio Fernando Abreu]
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Hoje olhando as nuvens mudando de lugar pensou em como seria importante, se houvesse essa facilidade dentro de si, de distraídamente, ir tomando novas formas sem olhar para trás e, muitas vezes, sem achar que está perdendo algo e, por isso, sentir algum tipo de medo.

Pensou e, até sorriu, em como as nuvens são coisas concentradas. Tanto, que podem destruir cidades inteiras quando se derramam. Pensou em como os humanos, e suas certezas, são frágeis. E, em como distraídas nuvens podem ser fortes. São fortes por que entendem o sabor dos ventos. Por que não questionam a direção, por que são nuvens e só. Há aceitação, compreensão em seu papel de nuvem. E, compreensão é diferente de acomodação.

Hoje olhando as nuvens, do chão da sua casa, pensou em tantas pessoas... Pessoas nuvens, que passaram, que mudaram de forma, que tiveram que seguir, por que os ventos sopram muito forte às vezes.

Ela gosta muito dos ventos. Das nuvens. Do céu. É tudo muito alto e, não se incomoda em ser pequena. Gosta de sentir a beleza dessas coisas gigantes. Vez em quando se descobre meio nuvem, um pouco vento, pedaço de céu, natureza que é.

Ela gosta do silêncio, porque somente no silêncio é que é possível compartilhar instantes com essas coisas maiores. Sentir é necessário. É preciso. Enche os olhos, o coração. A fortalece para encarar a vida que muitas vezes é dura demais com ela, com os outros. Hilst disse sabiamente que "a vida é crua". E é mesmo, não poupa a ninguém. Mas pode ser bonita e leve também.

Ao sabor dos ventos, se (re)inventando, pequena que é diante de tudo; quase criança, andando aos trancos e barrancos, tentando o equilíbrio para, erguida, conseguir descobrir todo o mundo em volta de si. Ela gosta é das coisas que, aparentementem, são invisíveis. Gosta dos sentimentos, livres. Busca todas as formas de amor, porque suas experiências espirituais apontam (sempre) para esse sentimento maior que existe no ser humano.

Pensa que só coisas limpas, como amor e sensibilidade, podem salvar a todos nesse grande 'barco furado', que anda parecendo ser o mundo.

Nuvens a fazem viajar demais! A levam ao sabor dos ventos.
Percebe a Natureza, no sentido mais amplo, onde estão guardadas todas as respostas e todo o sentir, como sua religião. E o Tempo é mesmo um senhor tão bonito.

Na janela, respirou, quase nuvem...
Intuindo a direção certa (Norte) que os ventos mansos vem soprando.

8 comentários:

Anônimo disse...

você é linda. l-i-n-d-a! ;D

anazézim disse...

nossa. =)

R.Vinicius disse...

Aline já percebeste a metáfora que há na nuvem? E ela passa, ou sorve seus fragmentos. (Convite: Para que leia o último texto do Submerso). Abraço.

Daniel disse...

Passeando pelos blogs que acompanho cheguei ao seu e achei muito linda essa postagem. Ainda vou ver as anteriores.

Gostei da comparação do ser humano com as nuvens, e nessas horas penso com quantas coisas podemos parecer ou aprender.

Daniel

Aline Lima disse...

Anônimo: como canta chico, "quem é vc?/ diga logo que eu quero saber/ do seu jogo"... =)

Anazézim: que sonoro ser nome! (:

Vinícius: convite aceito. sempre! ;)

Daniel: pois entre e, fique a vontade. a casa é sua. parecemos e aprendemos muitas coisas com tudo.penso isso tbm.

People!
Meu beeijo.

Ana Valeska Maia disse...

Aline, lindo texto, lindo, lindo lindo como você.
me deu uma saudade de ti.
e esse anônimo tem que aparecer..., fica só aguçando a curiosidade da gente...

Aline Lima disse...

Ana: saudade de tu tbm amiga!!! a gente mora tão perto né? ô tempo pra correr e levar a gente, neem! enfim, esse anômino é assim: só mistérios, hehehehehe. =P ô povo doido!

Daniel disse...

Oi Aline, que bom que tenha gostado do meu blog. O que mais vai ter lá é Lennon. Apareça sempre que quiser.
Beijo