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sábado, 8 de agosto de 2009

.(Pausa).

"Fico tão cansada às vezes, e digo pra mim mesma que está errado, que não é assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida. E fumo, e fico horas sem pensar absolutamente nada: (...) Claro, é preciso julgar a si próprio com o máximo de rigidez, mas não sei se você concorda, as coisas por natureza já são tão duras para mim que não me acho no direito de endurecê-las ainda mais."
[Caio Fernando Abreu]
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Ela foi para a serra. Recolhimento.

Correu, assim, para o abraço da mãe, para suas árvores, para seu céu azul, para seu frio, para sua cama, seu hedredon, suas janelas abertas para as rosas,para as estradas - de pedras - que ela tanta gosta de caminhar pensando em tudo (tu-do), para o lugar onde enterrara seu pai (sua saudade mais feroz), para o lugar onde nasceu e cresceu livre (livre!).

Ela anda triste consigo mesma. Por tantas coisas... Por querer demais. Indaga-se por que raios, ela deseja tanto algumas coisas. Será que essas coisas foram feitas para ela? Silêncio! Ela não anda conseguindo ouvir as respostas. Mas elas - as respostas - existem. A única vontade grande mesmo, é encontrar um lugar tranqüilo dentro de si, para com calma, alma e paciência poder se ver melhor. Se (re)conhecer.

Ela andou demais por aí olhando outros olhos, sorrindo outros sorrisos, ouvindo (e se importando) demais com os pensamentos alheios. Aí nisso tudo ela se misturou demais, ficando alheia à seus próprios olhos, sorrisos e pensamentos, que deveria ser o que importava mais... Ficou alheia e sozinha.

No passeio de bicicleta pelas mesmas estradas da infância, ela sentiu saudade sem fundo de tantas coisas, inclusive da pessoa que foi um dia. Tudo muito nostálgico. E, esses dias, tudo muito triste.

É... esse post fala de tristeza. Esse blog está triste. E, ela nem liga para isso, por que julga ser um direito próprio a tristeza. Um direito tanto quanto a felicidade. A felicidade que ela espera há tanto tempo... Virás? Não se sabe... Ela fala das suas fragilidades tanto quanto das suas fortalezas (alguma ela deve ter, saiba). Não poda mais dores, fingindo estar bem. Conta suas desventuras, assim como suas venturas. Conta-se. Ela gosta muito de histórias reais, não poderia anular a própria. Não seria justo...

Olha, não é nada diretamente com ninguém. É só uma chateação por tantas coisas... Por sofrimentos que não deveriam a afetar tanto. Por uma maturidade que ela exige possuir. Um descontentamento com motivos claros, dela.

Como diria Caio Fernando Abreu: "Não há nada a ser esperado. Nem desesperado".
E, hoje tem lua-cheia, fogueira, silêncios, café e eu.
Ela se acerta. Ninguém perde por esperar!

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Ainda sem nenhum som o coração dela.

4 comentários:

Luana Ferraz disse...

Bom fim de semana...Um beijo

Ana Valeska Maia disse...

Aline, estou com você.

Mônica. disse...

Irmãna! Coragem muita pra se permitir sentir seja o que for...é bonito isso em ti.
Estamos sempre aqui. =)

Aline Lima disse...

Luana: bons dias pra ti tbm! =)

Ana: estou com você também, e, comigo. =)

Mônicat:irmãna, estamos sempre.aqui, ali, em qualquer lugar! rss (isso é letra dos beatles né não?) =P

Beijos minhas caras!
.aline.