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quarta-feira, 17 de junho de 2009

.Um ser do tempo.


[imagem: Steinliland]

"manda-me tudo pelo vento:
envolto em nuvens, selado com estrelas
tingido de arco-íris, molhado de infinito
(lacrado de oriente, se encontrares)".
[Caio Fernando Abreu in O Essencial da Década de 1970]
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Existem muitos horizontes nesses olhos. Muitos. Cadeias inteiras de montanhas, um sem fim delas. Lá no alto venta muito sabia? Ventos de desejos bons, desses que preenchem a casa de alegria ao fazer tocar os sinos na janela, desses mesmos que reviram os cabelos, o sentir. Há estradas, longas e de todo tipo. Nesses horizontes cabem tudo, cabem muitos, todos. Tem um céu enorme como teto e estrelas que reluzem indicando a direção a seguir, deixando as noites (insones) mais bonitas. O sol brilha, e tem chuva também - água que lava e leva.

Vez em quando ela pára assim para contemplar suas paisagens. E tem de tudo. Tem luz, breu, alegrias e outros sentimentos menos nobres. Ela olha assim para as pessoas - traseuntes - que seguem também, e é aí que vem o espanto, alumbramento todo, porque são muitas as cores, gestos, palavras, olhares, sorrisos.

Ela só consegue pensar um pensamento até banal. Este: o Universo é algo, de fato, muito grande. Muito. E, se você não compreende essa força, essa força pode te engolir. É também coisa muito fina, delicada (como nós, os humanos), é necessária uma comunhão de sentir com o essencial invisível.

Isso justifica para ela, essa vontade em descobrir a linguagem dos astros, as linhas das mãos, o brilhos dos olhos ou o bater dos corações.

E ela se percebe assim: metro e meio de pura vontade de descobrir , profundamente, o sentido de tudo.
Por que há o sentir. Há.
Pulsante e irrefreável sentir.

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Dá o play no som do meu coração!

10 comentários:

Mônica. disse...

E nós, pedacinhos de mundo, pulsando por aí com nossa natureza irrefreável.

Aline Lima disse...

Monicat: nós, pedacinhos desse universo grande (de tudo!). irrefreáveis pedacinhos! =D

Anônimo disse...

minha fulô. irrefreável fulô. bonito teu movimento. uma saudade grande (como teu universo).

eu te beijo.
rafa.

glória disse...

Interessante Aline, sinto-me que nem você:

essa vontade em descobrir a linguagem dos astros, as linhas das mãos, o brilhos dos olhos ou o bater dos corações.

acho que existe palavras que formam um campo invisível de linguagem.

bjs

Ana Valeska disse...

Concordo com a Glória! linhas, vento e o irrefreável dos corações.
Texto lindo!
Bj, te adoro.

Aline Lima disse...

Rafa: fico feliz quando vc vem. tbm te beijo. =*

Glória: percebo essa linguagem tbm Glória. coisa muito sutil, misteriosa, profunda. boa tua visita! =*

Ana, meu amor: te adoro tbm, pessoa irrefreávemente adorável! =*

Gosto de vocês.
Muito muito.

Anônimo disse...

Aline, me chamo Marcos figueiredo. Gosto de blogs e , embora não possua um, transito com frequencia nesse meio. Estou surpreso com a beleza e a qualidade do livro das passagens.
Vc é escreve divinamente levando ao leitor toda a delicadeza que vc parece sugar do mundo. Estou realmente encantado. Forte abraço!

Marcos F.

Aline Lima disse...

Marcos: nossa! bondade sua meu caro. à vontade pra retornar tão logo queira. abraço! =)

Diogo disse...

Singelo e vasto. Meu coração gostou. Bj

Aline Lima disse...

Diogo! Em retribuição fui visitar teu blog e: ME APAIXONEI! (td muito lindo e sua forma de escrever ma-ra-vi-lho-sa! bjo. ^^