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sábado, 3 de janeiro de 2009

Revirando gavetas


[imagem: Anjelicek]

Poderia escrever tanta coisa, tanta!
Estava olhando ali uns caderninhos, desses que vivem pela bolsa lotados de trechos de livros, frases que vejo pela cidade, idéias e (principalmente) coisas e mais coisas que escrevi para tantas pessoas e foram, uma a uma, guardadas só para ninguém ou para as traças ou, sabe-se lá para quem ou o que.

No caderninho azul, dos idos anos de 1999 tem até o "cadáver" de uma rosa, bem ao meio. Uma rosa seca não é triste. Aliás ela não é nada. Incrível como pode algo que representou tanto tanto, hoje não possuir simbologia alguma.

Para você (que passou) eu escrevi, ao lado da rosa (que tinha cor vermelha): "blackout que me acendeu por dentro, primeiro vento, primeiro alento, que me acalmou a febre"(...), letra da Zélia Duncan de uma música que gosto até hoje, chama Primeiro Susto. Romântico né? Eu era... Mas o tal moço que me deu a rosa, nunca soube ou nunca leu ou nunca representou o que, na época, considerei que representara. Ah!
Tem frases para a mamãe, carões para meu pai, desejos para mim de alegria, desenhos tortos, coisas que gostaria de saber falar, de não me acovardar e falar, fitando assim bem nos olhos das pessoas e não escutar palavra depois.

Tem umas fotografias das comédias. Das farras incontáveis de noites mal dormidas e completamente engraçadas! Dessas que com certeza juramos contar para nossos netos (se os tivermos), mas que na verdade ficarão só conosco, por que me parece que a idade traz um moralismo que hoje reprovamos mas que, com certeza, mais tarde acataremos rs!

Como o caderninho azul, tem outros de outras cores. Senti vontade de mandar pelos Correios, essas páginas coloridas - muito mais de sentimento - para quem as escrevi. Bobagem minha! Ando meio tola com tantas coisas que aconteceram no ano que passou... Tudo o que superei nesses 4 anos que passaram!

Eu me superei. Cresci. E ninguém no mundo, por mais que me compreenda será capaz de me entender de fato. É aí que consiste a solidão da gente. Tem coisas que são só nossas. Acho isso até bonito sabia? (meu deus que coisa mais emo ¬¬)

Bem caderninhos todos juntos, como um exército, em uma caixa. Vou lacrar , fechar ali dentro como se em um baú de memórias. Retornar para a faxina dos papéis. Agora estou pensando , ao olhar o tanto de papéis, quantas florestas estão ficando amareladas aqui em casa: tanto papel, tanto, que você nem pode acreditar.

oOooOooOooOOoooOoOoooOo

Ah! A Chris, vizinha e leitora desse "singelo" blog, me pediu para continuar uma brincadeira que chama "meme", onde colocamos 6 coisas aleatórias sobre a gente. Chris aqui vão:

1.
Acredito em mim. Muito!

2.
Gosto de margaridas. Acho aquela florzinha incrivelmente alegre.

3.
Tenho TPM em altíssimo grau. Retenho líquido nesse período, fico dolorida, abusada toda e faminta.

4.
Quero um dia ter filhos (daqui há uns 10 anos). Aliás, meu pensamento é uma garotinha que irá se chamar Maria. Adoro esse nome, acho lindo.

5.
Gosto de abraço. Desses que se demoram tanto que parece que a qualquer momento podemos entrar no coração da outra pessoa.

6.
Sou desastrada com as palavras! Sim... me acusam de ser "sincera demais", rss! Tipo, falo muitas vezes o que deveria fica somente no pensamento. Mas tenho tentado melhorar.

12 comentários:

Mônica. disse...

É-terno movimento! Adoro papéis antigos. A gente vai percebendo o que já passou pelo caminho. É bonito mesmo. Engraçado como algumas ausências.
E sobre a sinceridade...prefiro nem comentar! :#

Aline Lima disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkk.

-Thiago Matos disse...

Gosto tanto de organizar os meus papeis velhos. É um voltar no tempo das coisas boas vivenciadas. Não canso de (re)ler os tantos escritos que tenho guardado. Escritos de amigos que estão ao meu lado até hoje, de amigos que passaram e tiveram sua importancia naquele momento, de colegas divertidos com seus bilhetes toscos e os meus escritos pessoas. Tão pessoais que somente eu os entendo. Tão saudosistas hoje. hehehhe
Pois bem, meio emo. ¬¬ hehhehe
Beijão.

E sobre a sinceridade... prefiro nem comentar! :# [2]

kkkkkkkkkkkkkkkkk

Aline Lima disse...

ô miguxo. tbm tou emo hj :´).

Alexandre disse...

Nunca podemos ser sinceros demais. Ou somos sinceros ou estamos a enganar-nos.

Aline Lima disse...

Será Alexandre?
=)

Ana Valeska disse...

Aline,
De vez em quando eu volto aos meus escritos do passado. Também tenho meus caderninhos. Os caderninhos são muito bons em mostrar que o tempo trata de colocar cada coisa em seu devido lugar, né? Muitas só existem porque você fez algum tipo de registro, como o cara da rosa. Sem o caderninho azul ele não seria nem mais lembrança, correto? Isso serena um pouco o coração da gente quando ficamos aflitas com os desencontros que acontecem. Na hora a gente sente tanto, chora, se descabela, “meu mundo caiu” ou “demais” na voz da Maysa cai bem pra dramatizar o momento. Mas o que realmente importa fica e resiste em todos os cadernos.
Quando você falou da solidão lembrei do Fernando Pessoa “ser poeta é minha forma de estar sozinho”. Creio que você encontrou algo único que é só seu, e isso é muito precioso.
Ah, e sobre seu meme, quero dizer que eu também acredito muito em você, adoro margaridas, que a TPM melhora com a idade, que eu quero ver a Maria correndo no nosso gramado verde, que eu adoro receber teus abraços, e eu nunca te achei desastrada com as palavras, (vai ver que é porque eu aprecio muito as pessoas sinceras). Bjs!

Clara Sousa disse...

Aline fiquei muito feliz em reencontarteu blog menina...
Realmente quem somos nós sem nossas lembranças e caderninhos rsrs !!
Beijo !!!

Aline Lima disse...

* Ana querida amiga linda!!! s2
* Clara! Bom retorno à minha casinha nova!!! =*

eDu Almeida disse...

Aline, adorei seu texto e alendo-o me veio à memória a vontade de ter filhos com uma amiga minha (katiane), nossas cartas de amor eterno de grandes amigos q até hj não se separam, meu albúm antigo do pokémon (que está coma katiane), até isso dividíamos, dos bjos escondidos dos pais dela vixe... poderia falar um monte de coisas aqui e tudo isso revirei no meu caderninho da memória que foi aguçado pelo seu texto. Muito obrigado.
Ah e adorei essa parte: "Incrível como pode algo que representou tanto tanto, hoje não possuir simbologia alguma.". Espero um dia chegar a dizer isso com alguém que foi sem dizer adeus e me atormenta até hj, mas creio que um dia essa rosa tb estará seca, assim como a que estava em seu caderninho.
Ah te achei pelo blog da Ana Valeska e me apaixonei pelo seu blog tb.
abraços.
eDu

Aline Lima disse...

Edu! Amei teu comentário...a tua "rosa" secará, no tempo certo. E, o melhor: uma rosa seca não é triste, aliás nem é nada! =)

Volta assim que der ou quando quiser!
Um beijo!

eDu Almeida disse...

Se eu vou voltar no tempo certo? Estarei te acompanhando de pertinho hehehe.
Abraços apertados e sinceros.
eDu.