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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Armada até os dentes!


[imagem: Ahermin]

"O desejo é infinito".
[Lirovsky]
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Rememorando o texto primoroso do espetáculo "Mercadorias e Futuro" de José Paes de Lira, acontecido ontem no Theatro José de Alencar. Um hora e quinze minutos de surpresas, de reflexão e reconhecimento das vivências que só quem observa as pessoas pode ter. Lirinha, no palco, é o "próprio homem que alucina", seja com seu labirinto de palavras rumo ao coração, seja pelos sons ou pela luz que fazem lembrar em tudo o ambiente das feiras fantásticas, que acontecem nas calçadas mundo à fora. O buscar por vender o que está além do produto: seu valor. "Bote preço! Você é capaz"? Não. Não é qualquer um que "pregoa o indivisível". Lirinha consegue tanto que revira entre um riso e um silêncio o que é indivisível em nós e que, de tanto valor, não tem preço.

A exemplo do profeta João Pedra Maior - "que pintava pequenos pedaços de futuro em pedras, arrastava pessoas com amor nos olhos e era impressionado com a vida" - também "vejo tanta coisa sem lugar", tanta!

Caleidospicamente em meio a esse infinito de desejos eu, miúdinha que só, diante do universo tentando encontrar quem sou: "horas sim, luz sim, endereço não"; Faço parte dessa tropa de sonhadores armados até os dentes!

E você, é capaz de botar preço no que não tem preço?
Pois, quanto vale a sua poesia?

7 comentários:

Mônica. disse...

Lirovsky:
quero algumas coisas que ele dá de graça.
ele talvez nem saiba que dá tanta tanta coisa na cuca. =D

"arrastava pessoas com amor nos olhos."

R.Vinicius disse...

Eu não saberia colocar preço na minha poesia. Há certas coisas na vida que não há preço e dinheiro que pague, ou há, quando deixamos de lado o que pensamos ou sentimos a respeito.

Abraço,

R.Vinicius

Luana Couto disse...

menina...aqui tá tão inspirador.
deu até vontade de reativar o meu.

Ana Valeska disse...

boto não!
a gente vê bonito quando não vê preço.
bj em tu.

Chico disse...

Oi Aline, tem um selo pra você lá no meu blog se te interessar passa lá e pega !!

-Thiago Matos disse...

De graça outras coisas.
Minhas linhas não possuem valores numericos, apenas sentimentais.
Não sei mensurar o valor de certas linhas feitas por mim.

eDu Almeida disse...

Olá Aline, quanto tempo. Estou meio sumido pq lá no meu trabalho colocaram um proxy e me limitaram um pouco de estar nesse seu cantinho que tanto gosto. E quanto à sua pergunta, minha resposta é simples: NÃO PONHO PREÇO. Minha poesia é exatamente meu eu em palavras e jamais me pus à venda. Ela a poesia, assim como o que conheço não pode ser limitado aos que têm condições financ, mas tem que ser para todos que puderem ou quiserem se identificar com ela.
Bjos e prometo que aparecerei mais vezes.