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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Fragmentos diários: sob a lua.


imagem: ange love

Na busca diária por paisagens, beleza e encanto Magnólia, antes de deitar, caminhou até a janela para ver a lua, nesses dias em que anda crescente, tímida, sorriso fininho no céu. A lua não estava visível. Mas o clarão do seu sorriso fininho e crescente no céu, alegrava as estrelas que a viam em seu esplendor. Magnólia se alegrou mesmo assim, já que à noite a sensação de recolhimento a agrada singelamente. Admirou o colorido nas janelas dos prédios a frente de sua janela. Todos à meia luz, aparentemente silenciosos. Percebeu até as sombras que se projetavam em algumas janelas e gostou desse 'teatro' diário: Para cada janela, no outro lado, vida, sentimento, querer, papéis representados, significações. Lembrou de uma canção do Caetano, que embalava as noites de lua em uma tal montanha, cantou para si e para todos do outro lado das janelas:

Lua, lua, lua, lua
Por um momento meu canto contigo compactuar
E mesmo o vento canta-se
Compacto no tempo

Estanca

Branca, branca, branca, branca

A minha, nossa voz atua sendo silêncio

Meu canto não tem nada a ver com a lua


E a lua, sentiu, lhe pareceu sorrir mais bonito ainda.
Certamente que os sonhos de Magnólia serão tão tranqüilos quanto tem estado o seu coração.

4 comentários:

Mônica. disse...

pra variar, no Sancho tocava essa música ontem. Pra Lua. =)

Aline Lima disse...

uia! então tava circulando =).

Ana Valeska disse...

Que texto lindo Aline! que nem você! te adoro!

Aline Lima disse...

ô Ana linda!!! =)