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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Tenho dito nº 40.

Observando bem o período eleitoral, não me furto o direito de rir de algumas figuras que dão a 'cara à tapa', sem dó nem piedade mostrando-se aos quatro ventos de formas que, de tão ridículas, chegam a ser trágicas.

É muita falta de informação, de formação, bom senso e respeito. Meu povo, quando é que teremos/ veremos propostas reais, sem a megalomania habitual daqueles que querem o 'poder'. Concordo em se exigir um grau de estudo mais 'alto' para que ao menos, no discurso não saiam 'ais' ou palavras fora do lugar.

Que falta de respeito aqueles debates, que mais parecem briga de escola [de 1º grau]. As ironias, as maldades, o puxar de tapete... E as propostas, o pensamento, a teoria que poderia ser aplicada na prática, no sentido da melhoria das cidades? Não gosto muito da terra do Tio San, mas vejo os candidatos americanos, [não que sejam bons], mas eles possuem um cuidado ao falar com os eleitores, percebe-se que foram preparados, não os tratam como imbecis inertes. Coisa fina! Ah! É o 1º mundo [agora em crise, rss, né?]

No interior a história não fica atrás não. Minha própria família, concursada e, portanto com direito de exercer as atividades que exercem, é vítima de perguições das mais vãs. Coisa pequena, chula, vindas de pessoas igualmente pequenas e chulas, que não deveriam, mas incomodam por um único motivo: o que possuímos é fruto de muito trabalho!

Se eu não fosse uma pessoa tão ocupada [em cuidar da minha vida], gostaria de fazer algumas perguntas aquelas pessoas, tão preocupadas com seu próprio umbigo, ludibriando uma população sem formação, por pura crueldade do sistema.

1. O que pensam do momento atual do mundo: ecomonia, meio-ambiente, cultura, política, etc. [Afinal é preciso pensar globalmente e agir localmente].

2. O que pensam e sabem sobre a política, enquanto ciência. Aquela da Grécia Clássica, pensada a partir da polis [cidade-estado], com o intuito de administrar bem. Longe do que vemos hoje na prática, claro.

3. O que os qualificam para assumirem cargos públicos. Se possível fossem, enumerando de 1 à 50. Sim, cargo público é coisa séria, e apenas 'querer' não é suficiente. Discursos clichês, do tipo 'para acabar com panelinha' ou 'para provar que ainda pode' ou ainda, 'para somente mudar' não são válidos. Nunca foram.

Para não cansar muito minha beleza, seriam só essas 3 questões. Nada mais. Não tenho paciência para tolos, meu ouvido não é penico. Nem o seu, caro cidadão e cara cidadã. Nem o seu.

Lamento muito, senhores candidatos... Vocês não sabem o porquê, nem o quando, nem o onde. Simplesmente não sabem. Somente querem. E, querer pode ser perigoso... No caso, muito mais perigoso para a população.

Na minha cidade, lamento também [e mais profundamente], pelas pessoas: ovelhas cegas e surdas, alimentando o querer egoísta dos candidatos. Ávidas por algo: vingança, raiva, necessidade, birra, não se sabe. Somente ávidas, apaixonadas por algo quase que completamente efêmero. Empenduradas em carros, sem conforto, segurando bandeiras, que não é a bandeira do compromisso social, mas a bandeira de um querer de uma única pessoa: o candidato e sua márcara de 'salvados', rss.

Que lástimas são vocês, seres cegos e surdos, falantes apenas [e muito e ferem], que tratam com grosserias os mais idosos, a cidade, suas próprias imagens. Ações assim mostram o despreparo social que o Brasil enfrenta. Como querer colocar na prefeitura um ser humano que suja a cidade com o próprio nome, com a própria cara em cartazes, blimp´s, adesivos, quando deveríamos TODOS zelar para a limpeza visual, ambiental e sonora do lugar em que vivemos?

Respeito? Passa longe, parece que só passa, mesmo, depois da Pendanga, rss. Onde já é uma outra cidade e não importa agora. Esses dias são somente de estranheza com as pessoas que me viram crescer, que eu vi crescer, enfim, que participam da vida em sociedade no meu lugar.

Poderia passar o resto na noite escrevendo sobre isso, que me aflinge, por mostrar como há um número incrível de pessoas que não se questionam e, nem ao outro. Aqui estou livre de quaisquer preferências. É somente a Aline, pessoa que ama o seu lugar e quer vê-lo um lugar saudável de pessoas saudáveis [em todos os sentidos].

Dia 5, sei em quem votar. Não sem antes ter calculado os prós e contras. Isso é o exercício da cidadania, da democracia. A opção fica por conta da observação do que é melhor, no momento, para todos [inclusive aqueles que usam de desrespeito para com os outros]. O uso do bom senso se faz de extrema importância. Inclusive para que não lhe permita abrir a boca para mensionar abobrinhas do tipo "em quais covas poderia-se 'mijar'" [pobre né? e olha que quase não se mantem de pé. rss]. E, ainda por cima quando a 3ª idade já chegou [há tempos].

Ainda não consigo ficar apática com atitudes pobres como as que tenho visto/ouvido. Por que eu gosto de acreditar que gente, gente de verdade, tem muita coisa boa pra comunicar aos outros, orfãos muitas vezes de esperança em dias melhores e progresso.

Seja o que Deus quiser. Porque o povo mesmo há tempo se perdeu no querer [sem razão] de terceiros.

40 beijos para vocês!!!

6 comentários:

Anônimo disse...

Bom texto Aline. Como sempre. Abs Elis.

Anônimo disse...

Adoro tua ironia Aline. Somos os melhores mesmo. Vc e eu, kkkkkkk.

Bjão do A.

Anônimo disse...

Muito boa tua linha de reciocínio e melhor ainda tua forma inteligente de escrever. Como o Ale escreveu acima, a ironia ficou ótima!!! Beijos, Leo

Daniel Moreira disse...

Muito bom mesmo o texto, muito bem aplicada as ironias um exagero de conciencia coisa que falta em muitos politicos não só de guaramiranga como tambem do nosso pais gostei mesmo

bjos
Daniel Moreira

Aline Lima disse...

Ô galera!!!
muito boa a presença de vcs por aqui.

meu beijo!!!
=*

Chico disse...

Olá aline, muito legal seu post...

Politica, politica....

mas eu acredito na politica do brasil, e sei que um dia, muito distante, vai mudar!!!

Abraços!